Termografia
Elétrica Industrial
Inspeção termográfica infravermelha de painéis elétricos, subestações e transformadores para detecção antecipada de falhas, pontos quentes e conexões degradadas.
Preditiva
Detecta falhas antes que causem paradas ou danos, reduzindo manutenções corretivas.
Não invasiva
Inspeção realizada sem desligar ou tocar nos equipamentos energizados.
Conformidade
Laudo emitido conforme NBR 16818, com termogramas e análise técnica.
Profissional habilitado
Engenheiro com câmera calibrada, registro no CREA e ART emitida.
O que é a Termografia
Elétrica Industrial?
A inspeção termográfica elétrica é um ensaio não destrutivo que utiliza câmera infravermelha para mapear a distribuição de temperatura nos componentes energizados, identificando pontos quentes antes que evoluam para falhas graves ou paradas de produção.
Aplicada em painéis elétricos, subestações de média tensão e transformadores, permite localizar conexões frouxas, sobrecargas, desequilíbrios de fase e componentes defeituosos sem interromper a operação. O resultado é um laudo técnico com termogramas, análise de severidade e recomendações, emitido por engenheiro com ART registrada no CREA.
Atendemos indústrias, empresas e concessionárias em todo o Brasil.
O que é avaliado na inspeção
Painéis elétricos
Conexões, terminais, barramentos, disjuntores, fusíveis e cabos em quadros de baixa tensão.
Subestações de média tensão
Disjuntores de MT, chaves seccionadoras, barramentos e conexões de alta corrente.
Transformadores
Ponto neutro, conexões de alta e baixa tensão, tanque, buchas e isoladores.
Disjuntores e fusíveis
Dispositivos de proteção, bases fusíveis e disjuntores termomagnéticos em carga.
Barramentos
Barramentos de baixa e média tensão, incluindo desequilíbrio de temperatura entre fases.
Dispositivos de medição
Transformadores de corrente, medidores, relés e instrumentação elétrica.
Cabos e condutores
Condutores em eletrocalhas, eletrodutos e pontos de emenda sob carga.
Condições gerais
Corrosão, danos mecânicos, instalações inadequadas e outros pontos críticos.
Quando realizar a inspeção?
- Semestralmente para indústrias com operação contínua
- Anualmente para instalações comerciais e de serviços
- Em subestações, conforme periodicidade do plano de manutenção preditiva
- Após reforma, ampliação ou troca de equipamentos elétricos
- Quando houver sobrecarga, trip frequente ou alarme de temperatura
- Para validação de manutenção corretiva realizada
- Por exigência de seguradora ou programa de manutenção preditiva
Referências normativas
Inspeção e laudo emitidos conforme:
- ABNT NBR 16818:2025 — Termografia infravermelha — Procedimento
- ABNT NBR 15572:2013 — Guia para inspeção de equipamentos elétricos
- ABNT NBR 16969:2021 — Princípios gerais de termografia infravermelha
- ASTM E1934 — Guia para termografia em instalações elétricas
Como é feito o serviço
Planejamento
Levantamento dos equipamentos e definição dos pontos e condições de inspeção.
Inspeção termográfica
Captação de imagens com câmera infravermelha calibrada e certificada sob carga.
Análise térmica
Identificação de anomalias e classificação de severidade por diferencial de temperatura.
Diagnóstico
Avaliação técnica das causas e recomendações de correção com prazo de urgência.
Entrega e assinatura
Laudo com termogramas, análise técnica, ART e assinatura do engenheiro responsável.
Precisa de inspeção termográfica?
Atendemos indústrias, subestações e empresas em todo o Brasil. Laudo com ART em até 5 dias úteis.
Câmera termográfica: como funciona e o que ela detecta
A termografia infravermelha detecta a radiação de calor emitida por todos os objetos acima de zero Kelvin (-273°C). Em instalações elétricas, componentes com resistência elétrica elevada dissipam mais calor do que o esperado — e essa diferença de temperatura é o sinal que a câmera detecta antes que o componente falhe catastroficamente.
Resolução térmica e sensibilidade
Câmeras termográficas profissionais para uso em inspeções elétricas têm sensibilidade térmica (NETD) abaixo de 50 mK (0,05°C), permitindo detectar diferenças mínimas de temperatura que câmeras de menor qualidade simplesmente não visualizam. A FELP utiliza câmeras com sensibilidade adequada para inspeções em ambientes industriais.
O diferencial térmico como indicador principal
O dado mais relevante na termografia elétrica não é a temperatura absoluta do componente, mas a diferença de temperatura (ΔT) entre o componente inspecionado e um componente similar em condições normais de operação. Um disjuntor a 55°C pode estar normal se os demais do mesmo quadro estiverem a 50°C, ou pode estar em situação crítica se os demais estiverem a 35°C.
Classificação de severidade das anomalias
A norma NBR 16818 e os critérios internacionais da IEC TR 62446-3 classificam as anomalias termográficas com base no ΔT em relação ao componente similar:
| Nível | ΔT em relação ao componente similar | Ação recomendada |
|---|---|---|
| Leve | 1°C a 10°C | Monitoramento e manutenção programada |
| Moderado | 10°C a 40°C | Manutenção na próxima parada programada |
| Grave | Acima de 40°C | Intervenção imediata — risco de falha iminente |
Condições necessárias para uma inspeção termográfica válida
A termografia elétrica tem requisitos operacionais que, se não atendidos, comprometem a validade dos resultados. O laudo termográfico da FELP é realizado com atenção a essas condições:
Carga mínima de operação
A norma recomenda que a inspeção seja realizada com a instalação operando com pelo menos 40% da carga nominal. Componentes em vazio ou com carga muito baixa dissipam pouco calor e podem não revelar anomalias que só se manifestam em condições normais de operação.
Temperatura ambiente estável
Variações bruscas de temperatura ambiente entre a vistoria e a medição de referência podem mascarar ou amplificar artificialmente os diferenciais térmicos. A inspeção deve ser realizada em condições estáveis.
Abertura dos painéis
Para inspecionar os componentes internos dos quadros elétricos (barras, conexões, disjuntores), os painéis precisam ser abertos com segurança por profissional habilitado conforme a NR-10. A FELP realiza a abertura dos painéis e a termografia de forma integrada, sem necessidade de outro profissional.
Emissividade dos componentes
Materiais diferentes emitem radiação infravermelha com eficiências diferentes (emissividade). Barras de cobre polido têm emissividade muito baixa e podem apresentar leituras imprecisas sem a devida correção ou uso de fita emissiva de referência. O engenheiro da FELP aplica as correções de emissividade necessárias para cada material inspecionado.
Termografia como parte do programa de manutenção preditiva
A inspeção termográfica é uma das ferramentas de manutenção preditiva mais custo-efetivas disponíveis para gestores de manutenção e segurança elétrica. Quando integrada a um programa de manutenção:
Histórico de inspeções
A comparação entre laudos termográficos sucessivos permite acompanhar a evolução das anomalias ao longo do tempo — uma conexão que mostrou ΔT de 8°C na primeira inspeção e 22°C na segunda indica deterioração acelerada que exige atenção imediata.
Priorização de manutenção
O laudo termográfico classifica as anomalias por severidade, permitindo ao gestor de manutenção alocar os recursos disponíveis primeiro nos pontos de maior risco, sem necessidade de abrir todos os painéis preventivamente.
Evidência para seguro
Alguns contratos de seguro industrial exigem laudo termográfico periódico como condição de cobertura ou oferecem redução de prêmio para empresas que comprovam a inspeção regular. O laudo assinado com ART tem validade como evidência técnica para fins de seguro.
Redução de paradas não programadas
A principal justificativa econômica da termografia preditiva é a eliminação de paradas não programadas — falhas elétricas que interrompem a produção sem aviso. O custo de uma hora de parada em uma linha industrial frequentemente supera o custo de um ano de inspeções termográficas.
Perguntas frequentes sobre termografia elétrica
A termografia dispensa a inspeção visual dos quadros elétricos?
Não. A termografia e a inspeção visual são complementares. A termografia detecta anomalias térmicas que não são visíveis, mas a inspeção visual identifica problemas como corrosão, folgas mecânicas, identificação incorreta de circuitos e ausência de proteções que a câmera infravermelha não detecta.
Com que frequência deve ser realizada a inspeção termográfica?
Para instalações industriais em operação contínua, recomenda-se inspeção semestral. Para instalações comerciais e prediais com uso normal, inspeção anual é suficiente. Após qualquer intervenção nos quadros (substituição de disjuntores, aperto de conexões, ampliações), recomenda-se inspeção termográfica para confirmar a qualidade da intervenção.
O laudo termográfico substitui o laudo NR-10?
Não. São documentos com finalidades distintas. O laudo NR-10 avalia a conformidade das instalações com a norma regulamentadora e integra o PIE. O laudo termográfico avalia o estado térmico dos componentes elétricos como ferramenta de manutenção preditiva. Em muitos casos, o laudo termográfico é usado como evidência complementar dentro do laudo NR-10.
É necessário desligar a instalação para fazer a termografia?
Não — ao contrário. A termografia elétrica é realizada com a instalação em operação e energizada. Esse é um dos principais benefícios da técnica: inspeção sem interrupção do funcionamento normal da instalação.
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