Laudo de
SPDA
Inspeção, avaliação e emissão de laudo técnico do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas conforme a NBR 5419, com conformidade normativa e ART.
Segurança
Proteção documentada contra descargas atmosféricas com responsabilidade técnica e ART.
Conformidade
Laudo emitido conforme NBR 5419, atendendo seguradoras, concessionárias e órgãos públicos.
Precisão
Avaliação técnica com medições e ensaios realizados com equipamento calibrado e certificado.
Profissional habilitado
Engenheiro com registro ativo no CREA e ART emitida para cada serviço prestado.
O que é o Laudo
de SPDA?
O laudo de SPDA — Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas — é o documento técnico que registra as condições do sistema de proteção contra raios, verificando sua conformidade, integridade e necessidade de manutenção em relação à ABNT NBR 5419.
É exigido para comprovação de regularidade junto a seguradoras, concessionárias, órgãos públicos e para renovação de laudos periódicos. Emitido por engenheiro habilitado com ART registrada no CREA.
O que é avaliado no laudo SPDA
Sistema de captação
Captores, hastes Franklin, malha e componentes de interceptação.
Sistema de descida
Condutores de descida, fixações, emendas e proteções mecânicas.
Aterramento e malha
Continuidade elétrica, resistência e conformidade normativa.
Equipotencialização
Barramentos e conexões equipotenciais da estrutura.
Documentação técnica
Projeto, registros de manutenção e histórico de inspeções anteriores.
Condições gerais
Corrosão, danos mecânicos, instalações inadequadas e outros pontos críticos.
Quando atualizar o laudo?
- Durante e após a conclusão da instalação (documentação as built)
- Após alterações físicas ou de uso da estrutura
- Após modificações no SPDA em relação ao projeto original
- Quando houver suspeita de incidência de descarga atmosférica
- Periodicamente: a cada 1 ano para estruturas de alto risco
- Periodicamente: a cada 3 anos para as demais estruturas
Referências normativas
Laudo emitido com base nas normas vigentes:
- ABNT NBR 5419:2026 — Proteção contra descargas atmosféricas (Partes 1–4)
- ABNT NBR 7117 — Medição de resistência de aterramento
- ABNT NBR IEC 62561 — Componentes de SPDA
- IEC 62305 — Base internacional da NBR 5419
Como é feito o serviço
Planejamento
Análise do projeto existente e definição do escopo técnico da vistoria.
Inspeção técnica
Vistoria presencial com avaliação física de todos os subsistemas do SPDA.
Medições
Ensaios de continuidade e medições com equipamento calibrado e certificado.
Auditoria e análise
Confronto dos dados com a NBR 5419 e identificação das não conformidades.
Entrega e assinatura
Laudo técnico com ART registrada no CREA e assinatura do engenheiro responsável.
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Atendemos empresas, condomínios e obras em Minas Gerais. Laudo com ART no prazo.
Como funciona um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas
Para avaliar corretamente um SPDA, é necessário entender seus subsistemas e a função de cada um. O laudo SPDA da FELP verifica todos esses componentes:
Sistema de captação
É a parte do SPDA que intercepta as descargas atmosféricas antes que atinjam a estrutura protegida. Pode ser composto por hastes Franklin, cabos de captação horizontais (gaiola de Faraday) ou uma combinação de ambos. O projeto define o ângulo de proteção ou o método da malha conforme a NBR 5419, e o laudo verifica se o que foi instalado corresponde ao projeto e se cobre toda a área protegida.
Sistema de descida
Condutores metálicos que conduzem a corrente de descarga do sistema de captação até o sistema de aterramento. A NBR 5419 define o número mínimo de condutores de descida em função do perímetro da estrutura, o tipo de material (cobre, alumínio ou aço galvanizado) e a seção mínima. Caixas de inspeção e junções de teste facilitam a manutenção e as medições periódicas.
Sistema de aterramento
Conjunto de eletrodos (hastes, anéis ou malhas) enterrados que dissipam a corrente de descarga para o solo. A resistência de aterramento deve ser a mais baixa possível — a NBR 5419 recomenda valores abaixo de 10 Ω, mas o valor ideal depende do nível de proteção (NP) do sistema.
Equipotencialização
Liga todos os elementos metálicos da estrutura (tubulações, grades, esquadrias, trilhos de elevador, racks de TI) a um único ponto de referência de potencial, evitando diferenças de potencial perigosas durante uma descarga. A ausência de equipotencialização é uma das não conformidades mais comuns e mais perigosas nos SPDAs inspecionados.
Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS)
Instalados nos quadros elétricos para proteger equipamentos eletrônicos contra as sobretensões induzidas pela descarga. O laudo verifica se os DPS instalados têm nível de proteção (Up) e corrente de descarga (Iimp ou In) compatíveis com o nível de proteção do SPDA.
Minas Gerais e o risco de descargas atmosféricas
Minas Gerais está entre os estados brasileiros com maior índice ceráunico — número médio de dias com trovoada por ano. Algumas referências importantes para empresas e condomínios no estado:
Belo Horizonte e RMBH
A região metropolitana registra entre 50 e 70 dias de trovoada por ano, com concentração nos meses de outubro a março. Esse índice justifica a manutenção rigorosa dos SPDAs e a inspeção anual para estruturas de alto risco.
Interior de Minas
Regiões como Triângulo Mineiro e Norte de Minas registram índices ceráunicos ainda mais elevados, acima de 80 dias por ano em algumas áreas, tornando o SPDA ainda mais crítico para indústrias e armazéns nessas regiões.
Impacto financeiro de uma descarga sem proteção adequada
Uma única descarga atmosférica em uma estrutura sem SPDA ou com SPDA deficiente pode danificar equipamentos eletrônicos, causar incêndio, interromper a produção e gerar passivo com o seguro. O custo do laudo e da manutenção preventiva é invariavelmente menor do que o custo de um sinistro.
SPDA em diferentes tipos de edificações
Os requisitos do SPDA variam conforme o uso e o nível de proteção (NP) definido na análise de risco da NBR 5419:
Nível de Proteção I (NP I) — máxima proteção
Aplicado a estruturas com risco de explosão (armazéns de combustíveis, plantas petroquímicas, depósitos de fogos de artifício) e a estruturas onde a falha do SPDA pode causar catástrofe pública (hospitais, centrais de controle de energia). Eficiência mínima de interceptação: 99%.
Nível de Proteção II (NP II)
Estruturas onde uma descarga pode causar danos graves mas sem risco de explosão, como igrejas, museus, centros culturais e estruturas de grande porte. Eficiência mínima: 97%.
Nível de Proteção III (NP III)
Residências, prédios comerciais e industriais de porte médio sem risco especial. A maioria das edificações urbanas se enquadra aqui. Eficiência mínima: 91%.
Nível de Proteção IV (NP IV)
Edificações de baixo risco onde as consequências de uma descarga são limitadas. Eficiência mínima: 84%.
O laudo SPDA da FELP verifica se o NP instalado está adequado ao uso da edificação e se os componentes instalados atendem aos requisitos do NP definido na análise de risco.
Perguntas frequentes sobre o laudo de SPDA
O SPDA é obrigatório para todos os tipos de edificação?
Não. A obrigatoriedade depende da análise de risco prevista na NBR 5419. Para edificações onde o resultado da análise indica que o risco sem proteção é aceitável, o SPDA não é obrigatório pela norma técnica. No entanto, seguradoras e locatários frequentemente exigem o SPDA independentemente do resultado da análise de risco.
Qual a diferença entre o laudo SPDA e o projeto SPDA?
O projeto SPDA define como o sistema deve ser instalado — tipo de captação, traçado dos condutores de descida, dimensionamento do aterramento, especificação dos DPS. O laudo SPDA avalia o sistema já instalado, verificando se está conforme o projeto e se mantém a integridade necessária após o tempo de uso.
O para-raios de ponta radioativa (ionizante) é aceito pela NBR 5419?
Não. A NBR 5419 não reconhece os captores de ponta radioativa (PDC — Early Streamer Emission) como solução de proteção para cálculo da área protegida. Sistemas instalados com esses captores são avaliados no laudo pelo método convencional da NBR 5419, e frequentemente apresentam deficiências de cobertura.
Com que frequência o laudo SPDA deve ser renovado?
A NBR 5419 recomenda inspeção anual para estruturas de alto risco (NP I e NP II) e inspeção a cada 3 anos para as demais (NP III e NP IV). Após qualquer descarga atmosférica próxima ou sobre a estrutura, recomenda-se inspeção imediata independentemente do prazo regular.
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